Resposta curta: para pequena e média empresa no Brasil, o honorário de gestão de uma agência fica em geral entre R$ 800 e R$ 5.000 por mês, e a verba de anúncio é cobrada à parte. O que move esse número é escopo, não o tamanho da agência.
O que você está comprando de verdade
Quando alguém pergunta quanto custa uma agência, na cabeça costuma estar o preço de um produto. Só que agência não vende produto. Vende hora de gente pensando no seu negócio, mais ferramenta, mais responsabilidade por um resultado.
Isso muda a conta. Duas agências podem cobrar R$ 1.500 por mês e entregar coisas completamente diferentes. Uma sobe três campanhas e some. A outra estrutura rastreamento, testa criativo, conversa com o seu comercial e te mostra por que o lead não fechou.
Por isso a pergunta útil não é quanto custa. É o que entra no escopo por esse valor.
Os três modelos de cobrança que existem
No Brasil, praticamente tudo cai em um destes três formatos.
- Fee mensal fixo. Você paga um valor por mês pela gestão, independente de quanto investe em anúncio. É o mais comum e o mais previsível para quem contrata.
- Por projeto. Faz sentido para entrega com começo, meio e fim: um site, uma campanha de lançamento, uma identidade visual.
- Percentual sobre a verba. A agência ganha uma porcentagem do que você investe em mídia. Parece justo e quase nunca é.
Por que percentual sobre a verba costuma dar errado
Nesse modelo, quanto mais você gasta em anúncio, mais a agência ganha. O incentivo fica invertido: o trabalho dela passa a ser te convencer a aumentar a verba, não a reduzir o custo por lead.
Existe um caso em que funciona, que é conta grande com verba estável e governança forte do lado do cliente. Fora disso, o fee fixo protege os dois lados: a agência sabe quanto vai receber, e você sabe que ninguém tem motivo para inflar o investimento.
O que costuma estar incluso
Num fee mensal de gestão de tráfego pago, o padrão de mercado inclui planejamento de campanha, criação e subida dos anúncios, otimização contínua, acompanhamento de conversão e um relatório mensal.
O que quase nunca está incluso, e vale perguntar antes de assinar:
- Produção de vídeo e fotografia própria
- Criação de site ou landing page
- Verba de anúncio
- Ferramenta paga de terceiros, como CRM ou plataforma de automação
- Atendimento do lead, que continua sendo do seu comercial
Se a proposta não separa claramente essas coisas, peça para separar. Escopo mal definido é a origem de quase toda briga entre cliente e agência.
A verba de anúncio é outra conta
Essa é a parte que mais gera confusão. O honorário vai para a agência. A verba de anúncio vai para o Google e para a Meta, direto, e idealmente sai de um cartão no nome da sua empresa.
Manter a verba separada e a conta no seu nome tem uma consequência prática que só aparece no dia da briga: se a relação com a agência acabar, o histórico de conversão, o pixel e o aprendizado do algoritmo ficam com você. Quando a conta é da agência, você recomeça do zero.
Na gestão de tráfego pago a gente trabalha sempre assim, e coloca isso na proposta por escrito.
Quando o preço está barato demais
Existe um piso operacional. Se uma agência cobra R$ 400 por mês para gerenciar a sua conta, ela precisa de muitos clientes para se sustentar, e aí cada conta recebe minutos de atenção por semana. Não é má fé. É matemática.
Os sinais de alerta são conhecidos: proposta que não pergunta nada sobre o seu negócio antes de mandar preço, promessa de número garantido de leads, contrato longo com multa alta, e relatório que mostra alcance e impressão em vez de custo por lead e venda.
Como comparar duas propostas
Coloque as duas lado a lado e compare quatro coisas, nessa ordem: o que está incluso, quem fica com a conta de anúncios, o que o relatório mensal vai mostrar, e o que acontece se você quiser sair.
Preço é o quinto item, não o primeiro. Uma proposta R$ 500 mais cara que devolve o controle da sua conta e mostra custo por venda costuma sair muito mais barata no ano.