Resposta curta: o Google pega quem já está procurando. A Meta pega quem ainda não sabe que precisa. Se o seu produto resolve uma dor que a pessoa sente hoje, comece pelo Google. Se ele cria desejo, comece pela Meta.
A diferença que realmente importa
Quase toda comparação entre as duas plataformas trava em custo por clique, formato de anúncio e tamanho de audiência. Nada disso decide.
O que decide é de onde vem a intenção. No Google, a pessoa digitou alguma coisa. Ela já sabe que tem um problema e está atrás de solução. Você aparece no meio de uma busca que já estava acontecendo sem você.
Na Meta, ninguém pediu para ver o seu anúncio. A pessoa estava vendo foto de amigo e o seu criativo entrou no meio. Você precisa parar o dedo antes de vender qualquer coisa.
Uma plataforma colhe demanda. A outra cria. Confundir isso é o que faz empresa boa desistir de tráfego pago achando que não funciona.
Quando o Google Ads é o começo certo
O Google costuma ser o ponto de partida quando alguém já procura pelo que você vende, com palavra clara, e quando a dor é urgente.
- Serviço de emergência: chaveiro, guincho, desentupidora, assistência técnica
- Saúde e estética com procedimento específico que a pessoa pesquisa pelo nome
- B2B com termo técnico, tipo "software de gestão para clínica"
- Produto de reposição, que a pessoa compra de novo sabendo o que quer
O teste é simples: escreva o que você vende como se fosse digitar no Google. Se a frase sai natural, existe demanda para capturar.
Quando o Meta Ads é o começo certo
A Meta costuma vencer quando a pessoa não sabe que o seu produto existe, ou quando a decisão é movida por desejo e não por urgência.
- Produto novo ou categoria que ninguém pesquisa ainda
- Moda, decoração, gastronomia, turismo
- Infoproduto e curso
- Serviço local que ganha com rosto e prova visual, como restaurante, academia, salão
A Meta também é melhor quando o criativo carrega a venda. Se um vídeo de 20 segundos explica o seu produto melhor do que qualquer texto, você está no território dela.
O custo por clique engana
É comum ouvir que a Meta é mais barata porque o clique custa menos. O clique não é o que você compra. O que você compra é venda.
Um clique de R$ 8 no Google que converte 1 em 10 gera lead a R$ 80. Um clique de R$ 1 na Meta que converte 1 em 150 gera lead a R$ 150. O clique caro saiu quase pela metade.
A métrica que decide é o custo por lead qualificado, e depois o custo por venda. Qualquer conversa sobre plataforma que pare no CPC está parando cedo demais.
Rodar os dois ao mesmo tempo
Faz sentido quando a verba comporta os dois sem diluir nenhum, e quando o ciclo de venda é longo o bastante para a pessoa precisar ver você mais de uma vez.
O arranjo que costuma funcionar é a Meta criando reconhecimento e o Google capturando quem, depois de ver a marca, foi procurar. Aí o Google colhe o que a Meta plantou, e a atribuição fica confusa de propósito: parte do mérito do Google é da Meta.
O que não funciona é pegar uma verba pequena e partir ao meio. Duas campanhas subfinanciadas demoram o dobro para sair da fase de aprendizado e você acaba sem dado útil em nenhuma das duas.
O erro mais comum
É escolher a plataforma pelo hábito de quem decide. Dono que vive no Instagram acha que a Meta é o caminho. Dono que pesquisa tudo no Google acha o contrário.
O comportamento que importa não é o seu. É o do seu cliente na hora em que ele precisa do que você vende. Isso se descobre em uma conversa de meia hora com o seu comercial, perguntando como os últimos dez clientes chegaram.
É por isso que, na gestão de tráfego pago, a gente faz diagnóstico antes de propor plataforma. A resposta muda por negócio, e às vezes muda por produto dentro do mesmo negócio.