Resposta curta: depende de volume e de maturidade. Abaixo de uma certa escala, agência sai mais barata e cobre mais especialidades. Quando o marketing vira operação diária e a empresa já sabe o que quer, o interno começa a compensar.
O custo real de um profissional interno
O salário é a parte visível e a menor parte da conta. Some encargos, férias, décimo terceiro, equipamento, ferramenta paga e o tempo de alguém gerenciando essa pessoa.
Some também o custo de recomeço. Analista de marketing tem rotatividade alta no Brasil. Quando sai, leva o contexto junto, e a empresa passa dois ou três meses reconstruindo.
E tem o ponto que ninguém coloca na planilha: uma pessoa não cobre tudo. Tráfego pago, design, redação, edição de vídeo, análise de dado e SEO são seis competências diferentes. Quem faz as seis costuma fazer todas em nível mediano.
O que você compra de uma agência
Compra time montado, ferramenta já paga e repertório de ter visto o mesmo problema em outros negócios. Compra também substituição: se alguém sai da agência, o problema é da agência, não seu.
E compra distância. Alguém de fora questiona o que dentro da empresa virou verdade absoluta, e às vezes é exatamente disso que o marketing precisa.
O que você não compra é dedicação exclusiva. A sua conta divide atenção com outras, e isso é honesto dizer.
Três cenários em que o interno ganha
- Volume alto e constante. Se a empresa publica todo dia, roda campanha o mês inteiro e tem calendário pesado, o custo por entrega do interno fica menor.
- Produto complexo. Setor técnico, jurídico ou industrial, em que entender o produto leva meses. Aí a curva de aprendizado justifica alguém dentro.
- Marketing como núcleo do negócio. Se o marketing é o que faz a empresa existir, ele não deveria estar todo terceirizado.
Três cenários em que a agência ganha
- Empresa começando no digital. Sem saber o que funciona, contratar interno é apostar em alguém para descobrir junto. Agência chega com hipótese testada.
- Necessidade de várias especialidades. Quando o projeto precisa de tráfego, design, vídeo e site, um salário não cobre e quatro salários não cabem.
- Demanda que oscila. Negócio sazonal, com pico e vale, gasta caro mantendo gente parada na baixa.
O modelo que mais funciona na prática
É o híbrido, e ele costuma aparecer naturalmente conforme a empresa cresce. Uma pessoa interna cuida do que exige contexto e presença: relacionamento com o time comercial, aprovação de conteúdo, entendimento do produto, atendimento do lead.
A agência cuida do que exige especialidade e ferramenta: gestão de campanha, produção de criativo, site, análise de dado.
Esse arranjo resolve o principal gargalo das duas pontas. A agência para de brigar para conseguir informação de dentro, e o interno para de tentar ser seis profissionais ao mesmo tempo.
Como decidir sem chutar
Pegue o que você gastaria por mês com um interno, incluindo encargos e ferramenta. Compare com uma proposta de agência com escopo equivalente.
Depois faça a pergunta que resolve: quantas especialidades diferentes o meu marketing precisa nos próximos seis meses? Se a resposta é uma ou duas, o interno é viável. Se são quatro ou cinco, agência ou híbrido.
Se quiser conversar sobre o seu caso específico, a gente faz esse diagnóstico de graça e fala com honestidade quando o caminho é contratar alguém em vez de contratar a gente. Dá para ver como a gente trabalha na página sobre a Ciclup.